Cristiano da Matta foi anunciado oficialmente ontem como piloto da Iveco na Fórmula Truck. Nascido há 36 anos em Belo Horizonte, ele iniciou sua carreira no automobilismo aos 16 anos, correndo de kart. Em 1993 ganhou o Campeonato Brasileiro de Fórmula Ford. Em 1994 conquistou o Campeonato Brasileiro de Fórmula 3. Em 1996 participou da Fórmula 3000. Em 1997 entrou na Indy Lights, conquistando o campeonato da categoria no ano seguinte. Em 1999, ele migrou para a CART, onde foi campeão em 2002. Em 2003 e 2004 competiu na Fórmula 1, retornando à CART em 2005, vencendo uma corrida naquela temporada. Em 2006, durante testes na pista de Elkhart Lake, no dia 3 de agosto daquele ano, sofreu um grave acidente ao colidir com um cervo que invadiu a pista. Após lenta, mas total recuperação, ele voltou às pistas uma única vez, em maio de 2008. Cristiano da Matta mora em Nova Lima (MG), bucólica cidade localizada ao lado de Belo Horizonte. Convidado pela Iveco a participar da Fórmula Truck, aceitou o convite com entusiasmo, e curiosidade. “Eu assistia às corridas de caminhão pela televisão e achava muito interessante pela competitividade e quantidade de público presente. Mas não conseguia imaginar como seria a sensação de dirigir um veículo do tamanho e do peso de um caminhão”, disse o piloto.
Confira abaixo a primeira entrevista do piloto como novo integrante da Scuderia Iveco.
Como foi dirigir um caminhão da Fórmula Truck?
R: Eu estava muito ansioso para experimentar o caminhão e não sabia o que esperar. Porém, após o teste em Brasília, percebi que aquele caminhão era um veículo de corrida. Cada carro de corrida é diferente de outro e todos exigem uma adaptação dos pilotos. Vou precisar me adaptar a esse novo equipamento também, mas os primeiros testes já tiraram os pontos de interrogação da minha cabeça. Isso é excelente. O novo caminhão da Scuderia Iveco para 2010 está quase pronto e em fevereiro faremos outros testes. È cedo para qualquer previsão, mas tenho sonhos e uma vitória para a equipe esse ano será bem-vinda.
Como aconteceu o convite por parte da Iveco?
R: Soube que a Iveco buscava um novo piloto e a Iveco soube de meu interesse. Sou mineiro e a Iveco tem fábrica em Minas, uma interessante coincidência. Marcamos um encontro em Brasília para conhecer a equipe e agendamos meu teste para o dia seguinte após a corrida. Dei 45 voltas no autódromo de Brasília (DF) e acho que mostrei meu potencial, pelo fato de jamais ter pilotado um caminhão de corrida. Caso contrário, o contrato não teria sido fechado. Estou muito feliz e volto a dizer, bastante ansioso.
Como acredita que será trabalhar com o Beto Monteiro?
R: Conheci o Beto um pouco antes da etapa de F. Truck em Brasília (DF). Corremos juntos as 500 Milhas de Kart na Granja Viana, em São Paulo (SP). É um cara bacana, aberto e fácil de lidar. Além disso, o ambiente na equipe é ótimo. Por isso, minhas expectativas são muito positivas.
Você costuma dar sugestões de melhorias mecânicas à equipe? Fará isso na nova categoria?
R: Sempre. Isso é uma parte muito importante no trabalho do piloto. Precisa existir esse “feed back”. Até porque, a troca de informações entre pilotos, mecânicos e engenheiros só colabora com um melhor desempenho do veículo na pista.
Você, que já correu na Fórmula Indy e Fórmula Um, como vê a Fórmula Truck no Brasil?
R: Assistia as corridas pela televisão e dava para ver que era um evento grande. Mas de perto descobri que é gigantesco. Fiquei fascinado com a estrutura do evento, o tamanho do público e a competitividade entre equipes e os pilotos. Impressionou muito também a estrutura da Iveco em termos de equipe. E a área de recepção de clientes é especial, não tem nada igual em nenhum dos campeonatos automobilísticos do Brasil.
Você parece uma pessoa reservada, mas possui uma banda de música. Como é isso? Já se apresentou diante de muita gente?
R: Só sou reservado quando não conheço muito a pessoa. Depois que crio intimidade, me solto. Minha banda se chama “Blue Balls”, formada por mim, meus dois irmãos e um amigo. Toco guitarra e já toquei em muitos bares em Minas. Mas, com a correria do dia-a-dia, paramos com os shows há um tempo, mas queremos retomar isso esse ano. Sonhar nunca é demais não é mesmo?
sábado, 16 de janeiro de 2010
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