Uma das maiores promessas do automobilismo brasileiro nos últimos anos, Bruno Senna chega à Fórmula 1 carregando muito mais do que um sobrenome famoso. Após uma carreira meteórica, que soma apenas 2 anos de Fórmula 3 Inglesa, 2 anos na GP 2 e 1 ano nos protótipos, Bruno enfrenta agora seu maior desafio: correr contra Schumacher, Alonso, Hamilton, Massa, Button e Cia. É certo que ser sobrinho do gênio Ayrton lhe abriu muitas portas, mas chegou hora da verdade. Estaria ele preparado? A julgar pelos resultados e palavras, sim. Nas pistas, demonstra evolução a cada corrida. Correndo pela estreante Campos, não deve enfrentar cobranças excessivas por resultados. Até porque pipocam aqui e acolá notícias de que a equipe anda atrasando pagamentos e corre desesperadamente atrás de investidores. Qualquer bom resultado, nessas condições, somará muitos "pontos" a sua carreira.
Fora das pistas, Bruno evita comparações com o tio e é bastante contido no discurso. E é bom que seja assim. Afinal, o locutor da emissora oficial já começou, desde a confirmação da sua estreia na Fórmula 1, o tradicional lenga-lenga que complicou – e muito – a vida de Barrichello. Frases do tipo “vou ter que controlar a emoção quando o sobrenome Senna voltar ao grid no GP do Bahrein” tornaram-se comuns na telinha.
Não entrar nesse clima de dramalhão pode ser decisivo para carreira do brasileiro. Fórmula 1 é uma combinação de talento, conhecimento técnico e também muito jogo de cintura nos bastidores. Samuel Estevam Reuse
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